Em jogos em que as arbitragens, mais uma vez, foram
contestadas, nossos quadros até que desempenharam um bom futebol mas deixaram
um pouco a desejar no aspecto disciplinar, voltando ao velho bate-boca entre
jogador e “árbitro”.
As aspas querem dizer exatamente da controversa posição a
que se expõe qualquer um que se disponha a fazer as vezes de “alvo certo”
quando, quase sempre, a equipe derrotada tenta espiar seus erros nesse alvo.
As partidas até que tiveram bom nível técnico, com o Segundo
Quadro fazendo um ótimo primeiro tempo, se desestabilizando no último terço
desse tempo, quando as peças que entraram após as substituições, não
conseguiram manter o mesmo nível e pegada do time que iniciou, e permitiu a
virada no placar.
No retorno para o segundo tempo, com o mesmo time que
estabelecera o inicial placar favorável, as coisas voltaram à normalidade com a
retomada do jogo, apesar do placar igual no final da partida.
O Primeiro Quadro teve também um jogo duro. Portou-se bem,
mas se perdeu um pouco entre as reclamações e as falhas de marcação.
Fazendo aqui um “mea culpa”, admitindo as humanas falhas na
hora de dirigir a partida, o desfecho final com gol adversário nos últimos
segundos, poderia ter sido diferente, se a concentração não tivesse se
dispersado entre a bola e a arbitragem.
O positivo de tudo isso é o empenho demonstrado, tanto por
um quanto por outro quadro, no objetivo de conquistar a vitória, não desistindo
dessa busca até o último instante e não se conformando, de forma alguma, com a
derrota. As energias, bem canalizadas em torno desse comum objetivo, podem nos
remeter novamente àquele time que há alguns anos pedia apenas duas ou três
partidas no ano.