Engraçado como a vida nos reserva momentos especiais. Os pequenos
gestos que fazem a diferença na correria do nosso dia-dia são de tal sutileza, que às vezes nos passam despercebidos. Mas quando nos permitimos um só segundo de observação, estes gestos são capazes até de realizar uma profunda transformação.
Quem diria que em meio a tanta gente, todos acometidos dos mesmos
sentimentos; o da confraternização, da solidariedade e da fraternidade, todos em busca de um mesmo objetivo, que era o de se divertir e aproveitar um lindo final de semana, alguém pudesse manifestar, de repente, sem nunca antes ter dado sinais de tal sentimento, um amor ao próximo tão intenso, a ponto de desejar este próximo tão próximo que, a olhos distraídos, dois corpos pudessem ser entendidos como um só.
Em nossa confraternização de final de ano no Sítio Primavera, na cidade
de Bragança Paulista, nossos amigos, Carlinhos e Divá, nos brindaram com um indescritível e sublime momento de intimidade “pública”.
No meio de todos, à beira da piscina, como se rolassem em areias
quentes de uma praia deserta, os dois amaram-se intensa e ardentemente, como um lindo e jovem, quase adolescente, casal em fogosa lua de mel.
E nós, meros expectadores de tanta magia, tudo o que podemos fazer,
depois de tão reveladora manifestação de carinho, é agradecê-los pelo brinde especial, é desejar verdadeiramente e torcer com afinco, pela manutenção eterna dessa relação tão promissora, tão impulsiva, e de doçura tão aparente a olhos nus.
A eles, nada cairia tão bem quanto a célebre frase do saudoso “poetinha” Vinícius:
“Que seja eterno, enquanto dure...”
18/jan/2007

Caraca Samuca, essa foi de uma profundidade...kkkkkkkkkkkkkk
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