Falando de futebol, sem falar exatamente de futebol.
Se não foi de todo bom, também não foi de todo ruim. Não pude ver o todo. Com a certeza de que não é tão mau assim, confesso que em boa parte do jogo o universo girou em torno de mim. Não porque meu ego se sobrepusesse a qualquer outro sentimento, e sim, porque a inexplicável saudade daquela adrenalina dominou meus potencializados instintos.
O prazer não mudou. Dois anos fazem muita diferença. Aquela intimidade tem de ser reconquistada. O toque, o trato soam diferentes. Quando o aconchego é procurado, parece ainda haver uma pequena distancia a ser ultrapassada, mas o prazer do contato continua ali. A intimidade sendo reconquistada aos poucos. A cada ofegante respiro, a cada gota de suor prazeirosamente vertido.
A alegria de voltar ao velho uniforme, ao velho tênis, à velha quadra para fazer exatamente as mesmas velhas coisas, como já disse uma velha propaganda, "não tem preço".
O que são dois anos? Para quem sonha viver muito mais de oitenta, quase nada. Mas, como não se tem saúde e físico para manter a chama desse prazer acesa por toda a vida, dois anos foram dolorosos de ver passar sem poder fazer o que, desde criança, proporciona tanto prazer e alegria.
É com essa alegria, com a vontade inspiradora de sempre e o prazer das velhas boas companhias que posso dizer: "É bom demais estar de volta!". Devagarinho, mas constantemente.

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